Sábado, Junho 20, 2009
Aeroporto...
Aqui há uns anos, quando se começou a discutir a questão do aeroporto de Lisboa, alguém falou no crescimento da cidade que colocou a pista “no centro da cidade”, com todos os perigos que isso implica. É claro que não há acidentes de avião todos os dias, e não tardaram os especialistas a dizer que são muito raros na aterragem. Alguns exemplos posteriores (e eu tenho revelado alguns neste blogue) vieram demonstrar que pode acontecer.
Ocorrem acidentes na final de aproximação e isso, em Lisboa, quer dizer que pode cair um avião, sobre uma linha que vai de Alcântara à Rotunda do Aeroporto, onde começa a pista principal. A aproximação faz-se por cima de Santa Isabel, Campolide, S Sebastião, Alvalade, etc. Os magnifici economistas não vêem estas coisas?
Eu já digo isto há alguns anos, sem alarmes, sem pânicos, sem demagogias baratas, mas com o sentido de que é preciso prevenir, porque há coisas (muitas) que não são remediáveis. E custa-me ver este tipo de estudos que passam ao lado do essencial – porque os seus autores vivem ao lado do essencial – protelarem uma questão de tamanha gravidade. À semelhança de outros casos, não lhes faltarão argumentos para justificarem a posteriori o que não terá justificação nenhuma.
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Ocorrem acidentes na final de aproximação e isso, em Lisboa, quer dizer que pode cair um avião, sobre uma linha que vai de Alcântara à Rotunda do Aeroporto, onde começa a pista principal. A aproximação faz-se por cima de Santa Isabel, Campolide, S Sebastião, Alvalade, etc. Os magnifici economistas não vêem estas coisas?
Eu já digo isto há alguns anos, sem alarmes, sem pânicos, sem demagogias baratas, mas com o sentido de que é preciso prevenir, porque há coisas (muitas) que não são remediáveis. E custa-me ver este tipo de estudos que passam ao lado do essencial – porque os seus autores vivem ao lado do essencial – protelarem uma questão de tamanha gravidade. À semelhança de outros casos, não lhes faltarão argumentos para justificarem a posteriori o que não terá justificação nenhuma.
