Sábado, Julho 25, 2009
Sócrates e a cultura
A integração de Inês de Medeiros e Vale de Almeida nas listas do PS (enquanto independentes) é o exemplo perfeito do que representa a tentação do poder. Há quem diga que se trata da atracção de natureza erótica e eu acredito que sim.
Vale de Almeida foi um rosto pela legalização do casamento homossexual, e eu ainda acredito que esse assunto venha a merecer alguma iniciativa por parte do PS, numa próxima legislatura, caso ganhe as eleições.
Mas será que Inês de Medeiros acredita que Sócrates se vai lembrar de cultura?
Sócrates tem tanta ideia de cultura como de civismo, de educação ou da vida quotidiana em Roma no tempo de Carlos Magno. Sócrates despreza a cultura. Ignora-a. E, se os deveres políticos o vão obrigar a assistir a concertos ou exposições, vai passar a odiá-la.
Eu aceito que Inês de Medeiros acredite que chegou a oportunidade da cultura – sentimento que muitas outras pessoas já tiveram em variadíssimos governos – mas é mais do que óbvio que não vai permanecer nessa ilusão durante muito tempo.
Sócrates e cultura?... Toda a gente vê que se trata de uma mistura que vai talhar em meia dúzia de meses. Nem sei bem quem é que lhe terá dado a ideia peregrina de começar a falar em cultura.
Choque tecnológico, recuperação económica, barragens, auto-estradas, rotundas, tudo isso são promessas mais nou menos credíveis. Mas... cultura? Haverá alguém, verdadeiramente ligado à cultura, que acredite nesta possibilidade?
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Vale de Almeida foi um rosto pela legalização do casamento homossexual, e eu ainda acredito que esse assunto venha a merecer alguma iniciativa por parte do PS, numa próxima legislatura, caso ganhe as eleições.
Mas será que Inês de Medeiros acredita que Sócrates se vai lembrar de cultura?
Sócrates tem tanta ideia de cultura como de civismo, de educação ou da vida quotidiana em Roma no tempo de Carlos Magno. Sócrates despreza a cultura. Ignora-a. E, se os deveres políticos o vão obrigar a assistir a concertos ou exposições, vai passar a odiá-la.
Eu aceito que Inês de Medeiros acredite que chegou a oportunidade da cultura – sentimento que muitas outras pessoas já tiveram em variadíssimos governos – mas é mais do que óbvio que não vai permanecer nessa ilusão durante muito tempo.
Sócrates e cultura?... Toda a gente vê que se trata de uma mistura que vai talhar em meia dúzia de meses. Nem sei bem quem é que lhe terá dado a ideia peregrina de começar a falar em cultura.
Choque tecnológico, recuperação económica, barragens, auto-estradas, rotundas, tudo isso são promessas mais nou menos credíveis. Mas... cultura? Haverá alguém, verdadeiramente ligado à cultura, que acredite nesta possibilidade?
